JORNAL DO CEIVAS
Centro DE EDUCAÇÃO INTEGRAL VITALÍCIA DO ALTO SILVA
Ano 1
Edição 4
Fevereiro /2010
MISÉRIA NA CULTURA: DECEPÇÃO E DEPRESSÃO.
Centro DE EDUCAÇÃO INTEGRAL VITALÍCIA DO ALTO SILVA
Ano 1
Edição 4
Fevereiro /2010
MISÉRIA NA CULTURA: DECEPÇÃO E DEPRESSÃO.
Em 1930, Sigmund Freud escreveu seu famoso livro “O Mal-estar na Cultura” e já na primeira linha denunciava: “No lugar dos valores da vida se preferiu o poder, o sucesso e a riqueza, buscados por si mesmos”. Hoje, tais fatores ganharam tal magnitude que o mal-estar se transformou em miséria na cultura. A COP15, em Copenhague, trouxe a mais cabal demonstração: para salvar o sistema do lucro e dos interesses econômicos nacionais não se teme pôr em risco o futuro da vida e do equilíbrio do planeta já sob o aquecimento que, se não for rapidamente enfrentado, poderá dizimar milhões de pessoas e liquidar grande parte da biodiversidade.
A miséria na cultura, melhor, miséria da cultura se revela por dois sintomas verificáveis mundo afora: pela generalizada decepção na sociedade e por uma profunda depressão nas pessoas. Elas têm razão de ser. São consequência da crise de fé pela qual está passando o sistema mundial. De que fé se trata? A fé no progresso ilimitado, na onipotência da tecnociência, no sistema econômico-financeiro com seu mercado como eixos estruturadores da sociedade. A fé nesses deuses possuía seus credos, seus sumossacerdotes, seus profetas, um exército de acólitos e uma massa inimaginável de fiéis.
Hoje, os fiéis entraram em profunda decepção porque tais deuses se revelaram falsos. Agora, estão agonizando ou simplesmente morreram. O G20, em vão, procura ressuscitar seus cadáveres. Os professantes desta religião de fetiche agora constatam: o progresso ilimitado devastou perigosamente a natureza e é a principal causa do aquecimento global; a tecnociência que, por um lado, tantos benefícios trouxe, criou uma máquina de morte que, só no século 20, matou 200 milhões de pessoas e, hoje, é capaz de erradicar toda a espécie humana; o sistema-econômico-financeiro e o mercado foram à falência e, se não fosse o dinheiro dos contribuintes, via Estado, teriam provocado uma catástrofe social. A decepção está estampada nos rostos perplexos dos líderes políticos, por não saberem mais em quem crer e que novos deuses entronizar. Vigora uma espécie de niilismo doce.
Max Weber e Friedrich Nietszche haviam previsto tais efeitos ao anunciarem a secularização e a morte de Deus. Não que Deus tenha morrido, pois um Deus que morre não é “Deus”. Nietszche é claro: Deus não morreu, nós o matamos. Quer dizer, Deus, para a sociedade secularizada, não conta mais para a vida nem para a coesão social. Em seu lugar entrou um panteão de deuses, referidos acima. Como são ídolos, um dia, vão mostrar o que produzem: decepção e morte.
A solução não reside simplesmente na volta a Deus ou à religião. Mas em resgatar o que eles significam: a conexão com o todo, a percepção de que o centro deve ser ocupado pela vida e não pelo lucro, e a afirmação de valores compartidos que podem conferir coesão à sociedade.
A decepção vem acolitada pela depressão. Esta é um fruto tardio da revolução dos jovens dos anos 60 do século 20. Aí se tratava de impugnar uma sociedade de repressão, especialmente sexual e cheia de máscaras sociais. Impunha-se uma liberalização generalizada. Experimentou-se de tudo. O lema era: “Viver sem tempos mortos; gozar a vida sem entraves”. Isso levou à supressão de qualquer intervalo entre o desejo e sua realização. Tudo tinha de ser na hora e rápido.
Disso resultou a quebra de todos os tabus, a perda da justa medida e a completa permissividade. Surgiu uma nova opressão: o ter de ser moderno, rebelde, sexy e o ter de se desnudar por dentro e por fora. O maior castigo é o envelhecimento. Projetou-se a saúde total, padrões de beleza magra até a anorexia. Baniu-se a morte, feita espantalho.
Tal projeto, pós-moderno, também fracassou, pois não se pode fazer qualquer coisa com a vida. Ela tem uma sacralidade intrínseca e limites. Uma vez rompidos, instaura-se a depressão. Decepção e frustração são receitas para a violência sem objeto, para o consumo elevado de ansiolíticos e até para o suicídio, como vem ocorrendo em muitos países.
Para onde vamos? Ninguém sabe. Somente sabemos que temos de mudar se quisermos continuar. Mas já se notam, por todos os cantos, emergências que representam os valores perenes da “condição humana”. Precisa-se fazer o certo: o casamento com amor, o sexo com afeto, o cuidado para com a natureza, o ganha-ganha em vez do ganha-perde, a busca do “bem viver”, base para a felicidade que hoje é fruto da simplicidade voluntária e de querer ter menos para ser mais.
Isso é esperançador. Nessa direção, há que se progressar.
Leonardo Boff
UMA ESCOLA DA NATUREZA
Estamos propondo a criação do CEIVAS para estabelecermos um espaço que classificamos como de REDESCOBRIMENTO.
Hoje tudo está manipulado, forjado, engendrado, acobertado pelos interesses deste modelo vigente. Então estamos discutindo com a estruturação do nosso Centro CEIVAS- uma proposta para descobrir o que a luta diária pela sobrevivência nos encobre. Estamos buscando, propondo o desenvolvimento numa escala crescente partindo do redescobrimento individual, próprio de cada um de nós, e ampliando aos aspectos conjugais, familiares, sociais, nacionais, internacionais, universais.
Neste espaço onde já há mais de 2 anos desenvolvemos a nossa contínua auto-educação, estamos buscando com o aperfeiçoamento da individualidade de todos que lá participam, uma solidariedade que resgate as características que são inerentes a nós, seres humanos dotados de uma racionalidade, de um sentimento e de uma voluntariedade.
Somos seres gregários: a realidade a todo momento nos coloca a necessidade de sermos solidários. Pertencemos a uma grande teia da vida, em que atualmente a imposição deste modelo de sociedade de consumo atual, nos coloca como reprodutores de uma realidade que foge do nosso controle, pois tudo aqui está conformado para reproduzir o consumismo depredador desenfreado. Pensamos num outro mundo possível, que não é idealizado imaginatoriamente nas nossas cabeças, mas sim fruto do treinamento vital, do redescobrimento dos aspectos mais essenciais da natureza humana. E a descoberta desta essência que está encoberta, necessita ser redescoberta. Redescobrimento de cada indivíduo (mente, sentimento e vontade). Redescobrimento da ordem da natureza.
Este é o encaminhamento que damos a todos que lá buscam esta interligação vital consigo mesmo e com a natureza. Entendemos que nada pode ser construído sem a compreensão de que todo o processo de crescimento pessoal é resultado de uma busca incessante, conseqüente, que se conforma no resgate de todo conhecimento herdado no processo histórico de todas as gerações que nos antecederam e na sua interligação com a natureza. Compreendendo o desenvolvimento dos seres humanos resultado de uma relação integradora, respeitosa, humilde, de um claro entendimento do papel que nos cabe como membros desta grande teia da vida.
Por Gilberto Ballod
“Cada um tem que assumir responsabilidades pelos problemas ecológicos, evitando o super consumismo, controlando a qualidade e quantidade de combustível que entra pela boca. Quem controla a si próprio, satisfazendo a mínima necessidade, pode controlar outros relacionamentos externos” Prof. Kikuchi
A miséria na cultura, melhor, miséria da cultura se revela por dois sintomas verificáveis mundo afora: pela generalizada decepção na sociedade e por uma profunda depressão nas pessoas. Elas têm razão de ser. São consequência da crise de fé pela qual está passando o sistema mundial. De que fé se trata? A fé no progresso ilimitado, na onipotência da tecnociência, no sistema econômico-financeiro com seu mercado como eixos estruturadores da sociedade. A fé nesses deuses possuía seus credos, seus sumossacerdotes, seus profetas, um exército de acólitos e uma massa inimaginável de fiéis.
Hoje, os fiéis entraram em profunda decepção porque tais deuses se revelaram falsos. Agora, estão agonizando ou simplesmente morreram. O G20, em vão, procura ressuscitar seus cadáveres. Os professantes desta religião de fetiche agora constatam: o progresso ilimitado devastou perigosamente a natureza e é a principal causa do aquecimento global; a tecnociência que, por um lado, tantos benefícios trouxe, criou uma máquina de morte que, só no século 20, matou 200 milhões de pessoas e, hoje, é capaz de erradicar toda a espécie humana; o sistema-econômico-financeiro e o mercado foram à falência e, se não fosse o dinheiro dos contribuintes, via Estado, teriam provocado uma catástrofe social. A decepção está estampada nos rostos perplexos dos líderes políticos, por não saberem mais em quem crer e que novos deuses entronizar. Vigora uma espécie de niilismo doce.
Max Weber e Friedrich Nietszche haviam previsto tais efeitos ao anunciarem a secularização e a morte de Deus. Não que Deus tenha morrido, pois um Deus que morre não é “Deus”. Nietszche é claro: Deus não morreu, nós o matamos. Quer dizer, Deus, para a sociedade secularizada, não conta mais para a vida nem para a coesão social. Em seu lugar entrou um panteão de deuses, referidos acima. Como são ídolos, um dia, vão mostrar o que produzem: decepção e morte.
A solução não reside simplesmente na volta a Deus ou à religião. Mas em resgatar o que eles significam: a conexão com o todo, a percepção de que o centro deve ser ocupado pela vida e não pelo lucro, e a afirmação de valores compartidos que podem conferir coesão à sociedade.
A decepção vem acolitada pela depressão. Esta é um fruto tardio da revolução dos jovens dos anos 60 do século 20. Aí se tratava de impugnar uma sociedade de repressão, especialmente sexual e cheia de máscaras sociais. Impunha-se uma liberalização generalizada. Experimentou-se de tudo. O lema era: “Viver sem tempos mortos; gozar a vida sem entraves”. Isso levou à supressão de qualquer intervalo entre o desejo e sua realização. Tudo tinha de ser na hora e rápido.
Disso resultou a quebra de todos os tabus, a perda da justa medida e a completa permissividade. Surgiu uma nova opressão: o ter de ser moderno, rebelde, sexy e o ter de se desnudar por dentro e por fora. O maior castigo é o envelhecimento. Projetou-se a saúde total, padrões de beleza magra até a anorexia. Baniu-se a morte, feita espantalho.
Tal projeto, pós-moderno, também fracassou, pois não se pode fazer qualquer coisa com a vida. Ela tem uma sacralidade intrínseca e limites. Uma vez rompidos, instaura-se a depressão. Decepção e frustração são receitas para a violência sem objeto, para o consumo elevado de ansiolíticos e até para o suicídio, como vem ocorrendo em muitos países.
Para onde vamos? Ninguém sabe. Somente sabemos que temos de mudar se quisermos continuar. Mas já se notam, por todos os cantos, emergências que representam os valores perenes da “condição humana”. Precisa-se fazer o certo: o casamento com amor, o sexo com afeto, o cuidado para com a natureza, o ganha-ganha em vez do ganha-perde, a busca do “bem viver”, base para a felicidade que hoje é fruto da simplicidade voluntária e de querer ter menos para ser mais.
Isso é esperançador. Nessa direção, há que se progressar.
Leonardo Boff
UMA ESCOLA DA NATUREZA
Estamos propondo a criação do CEIVAS para estabelecermos um espaço que classificamos como de REDESCOBRIMENTO.
Hoje tudo está manipulado, forjado, engendrado, acobertado pelos interesses deste modelo vigente. Então estamos discutindo com a estruturação do nosso Centro CEIVAS- uma proposta para descobrir o que a luta diária pela sobrevivência nos encobre. Estamos buscando, propondo o desenvolvimento numa escala crescente partindo do redescobrimento individual, próprio de cada um de nós, e ampliando aos aspectos conjugais, familiares, sociais, nacionais, internacionais, universais.
Neste espaço onde já há mais de 2 anos desenvolvemos a nossa contínua auto-educação, estamos buscando com o aperfeiçoamento da individualidade de todos que lá participam, uma solidariedade que resgate as características que são inerentes a nós, seres humanos dotados de uma racionalidade, de um sentimento e de uma voluntariedade.
Somos seres gregários: a realidade a todo momento nos coloca a necessidade de sermos solidários. Pertencemos a uma grande teia da vida, em que atualmente a imposição deste modelo de sociedade de consumo atual, nos coloca como reprodutores de uma realidade que foge do nosso controle, pois tudo aqui está conformado para reproduzir o consumismo depredador desenfreado. Pensamos num outro mundo possível, que não é idealizado imaginatoriamente nas nossas cabeças, mas sim fruto do treinamento vital, do redescobrimento dos aspectos mais essenciais da natureza humana. E a descoberta desta essência que está encoberta, necessita ser redescoberta. Redescobrimento de cada indivíduo (mente, sentimento e vontade). Redescobrimento da ordem da natureza.
Este é o encaminhamento que damos a todos que lá buscam esta interligação vital consigo mesmo e com a natureza. Entendemos que nada pode ser construído sem a compreensão de que todo o processo de crescimento pessoal é resultado de uma busca incessante, conseqüente, que se conforma no resgate de todo conhecimento herdado no processo histórico de todas as gerações que nos antecederam e na sua interligação com a natureza. Compreendendo o desenvolvimento dos seres humanos resultado de uma relação integradora, respeitosa, humilde, de um claro entendimento do papel que nos cabe como membros desta grande teia da vida.
Por Gilberto Ballod
“Cada um tem que assumir responsabilidades pelos problemas ecológicos, evitando o super consumismo, controlando a qualidade e quantidade de combustível que entra pela boca. Quem controla a si próprio, satisfazendo a mínima necessidade, pode controlar outros relacionamentos externos” Prof. Kikuchi
MEDICINA DO CAPITAL
Em 1994, Guylaine Lanctôt escreveu seu famoso livro “La Mafia Médicale” e já na primeira linha denunciava: “A saúde da alma determina a saúde do corpo”. Na seqüência informa que,“Es significativo que la enfermedad jamás comience em el cuerpo físico, a no ser que se trate de um accidente. Em general la salud comienza a determinarse en el alma, cuya alteración afecta inmediatamente a los cuerpos invisibles. Pero, cuando los cuerpos invisibles son alcazados por la enfermedad, pueden tardar vários años em repercutirla en el cuerpo visible”.
Os corpos invisíveis, segundo a autora, são as emoções e pensamentos. Os corpos visíveis são os físicos, os mortais. A alma é a intenção, a consciência.
A medicina científica e tecnológica, muito bem articulada e validada com as leis governamentais, chamada de “sistema de saúde”, ministra “drogas”, apenas com o objetivo de acobertar os sintomas do corpo visível, não se importando com a origem das causas do problema. Trata a doença e não o doente. Só reconhece a existência dos corpos físicos. Carece da investigação mais profunda dos sintomas causadores do mal dos corpos invisíveis.
O pesquisador Tomio Kikuchi, em suas palestras sobre educação, comumente lembra que o sistema médico mantém o paciente na ignorância e na dependência, estimulando o consumo, alimentando toda a cadeia da indústria sem alma. Precisamos estar atentos aos sintomas, pois eles são a manifestação física de um problema mais profundo que não está à vista do ser humano. É a forma que o corpo tem para comunicar que algo está em desacordo. É a linguagem do corpo.
A perda de um ente querido, uma briga familiar mal resolvida, uma injúria, falsidade, a perda do emprego, a frustração pela impossibilidade de adquirir algo desejado, a busca de um modelo ditado pela mídia, precisam ser investigados, pois são potenciais indicativos que podem gerar paralisia nos corpos visíveis.
Entre os anos de 1257 até meados de 1820 a prática medicinal era dominada pelas mulheres, que faziam a prática da medicina natural. Seu foco era o tratamento da alma, obtendo como resultado um ser humano com mais equilíbrio e saudável mentalmente. Eram chamadas de mulheres sábias. Praticavam uma medicina empírica, fundamentada na experiência. A saúde não era cara e todas as classes tinham igual acesso.
“Medicina é a arte de prevenir”, diz Lanctôt, acrescentando que esta é “uma ciência cujo objetivo é a conservação e a recuperação da saúde”. Enquanto a medicina negar a existência dos corpos invisíveis, não terá para onde ir, a não ser continuar praticando a cura apenas para a “ponta do iceberg”.
Pesquisas realizadas pelo estudioso e pesquisador Harris Coulter mostram que os efeitos colaterais dos tratamentos, indicação de remédios inadequados, etc, são devastadores. E acrescenta: “las reacciones adversas a los medicamentos causaban o contribuian a um tercio de todas lãs muertes em Estados Unidos por años, 700.000 muertos de 2 millones de muertes por año”. O autor ainda diz que “é uma guerra devastadora e extremamente cara”. Será que o FDA (Food end Drug Administration), órgão governamental responsável pelo controle e autorização dos medicamentos e alimentos e derivados sediado nos Estados Unidos da América, faz algo a respeito disso?
Diante dessas alianças poderosas, que têm as pessoas como meras espectadoras de um circo comandado por um objetivo privilegiador do ter ao ser, o material ao espiritual é a pratica da medicina preventiva, isto é, o “cuidar de si”. Para isso necessitamos de muita disciplina interna, da mudança de alguns hábitos. Quando mudamos nossos hábitos diários em relação ao que falamos, comemos e fazemos, mudamos nosso estilo de vida, e conseqüentemente, construímos nosso destino.
Como diz o professor Leonardo Boff, “(...) com este sistema que está ali instalado, para onde vamos? Ninguém sabe. Somente sabemos que temos que mudar se quisermos continuar. Mas já se notam, por todos os cantos, emergências que representam os valores perenes da condição humana”.
Precisamos fazer correto: o “ganha-ganha” em vez do “ganha-perde”, privilegiar o ser em vez do ter, a busca do bem viver, base para uma felicidade interna.
A mídia repetidamente exacerba-se de forma proposital a serviço da indústria sem alma, invertendo valores ao vender que a saúde do corpo reside na saúde da alma, quando sabemos que a verdade está no oposto.
Por Ivo Santino Casett
Você sabia ?
Que além de sua importância na culinária, as algas são responsáveis por cerca de 90% da fotossíntese ocorrida no planeta? Portanto, não é exagero dizer que elas são a base da vida na Terra.
O FUTURO É VERDE
A matéria intitulada “O futuro é verde”, da Revista Isto É, datada de 27/01/2010, revela, entre outras coisas que a produção agroecológica de alimentos está em expansão. Hoje, as tendências nesta área estão em se encontrar formas de realizar o agronegócio com o menos impacto ambiental possível. E que os consumidores deverão ficar ainda mais conscientes. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu mostrou que 37% dos consumidores brasileiros estão dispostos a pagar mais por produtos que não agridam o meio ambiente.
Olhando o novo cenário, é possível visualizar também, algumas profissões com potencial. A qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras até 2.020.
Por Ivana Cadore
NANOTECNOLOGIA
A chamada nanotecnologia é um termo abrangente que engloba muitas áreas de pesquisa e de manipulação de objetos medidos em nanômetros. É, na verdade, um conjunto de conhecimentos e de tecnologias –as nanotecnologias. Também é chamada de tecnologias de escala.
Nano que dizer anão. É a mesma origem da palavra nanico. Então, nanotecnologia refere-se a coisas extremamente pequenas, invisíveis ao olho nu e a quaisquer outros instrumentos, exceto aparelhos muito poderosos. É uma palavra relativamente nova, desconhecida da grande maioria da população. A palavra nanotecnologia refere-se a uma medida, a um tamanho. Não é um objeto. É diferente da biotecnologia, por exemplo que se refere a manipulação de seres vivos. Um nanômetro (nm) é uma bilionésima parte de um metro, ou uma milionésima parte de um milímetro.
Na próxima edição, traremos mais informações a respeito de nanotecnologia.
Com o avanço do capitalismo neoliberal, cada vez mais os governos se isentam de regulamentar, definir condições e limites éticos ao desenvolvimento das novas tecnologias. As corporações se concentram e vão assumindo um papel maior na definição dos rumos da inovação tecnológica, priorizando a lógica do capital em detrimento das questões sociais, ambientais e de saúde humana.
Por Ivo Santino Casett
A INGESTÃO DE VITAMINAS SINTÉTICAS E O VALOR DO NATURAL
A idéia de escrever a respeito da ingestão de vitaminas através de comprimidos pareceu interessante, porém dificultosa. Principalmente porque o objetivo seria recolher informações presentes na rede mundial de informações, a internet, onde há grande circulação de conteúdos o tempo todo, advindos na sua maioria da medicina tradicional. Em pesquisa neste meio, podemos observar uma significativa aceitação dessa prática, vista como uma rápida solução para a ausência de vitaminas em determinado organismo, atuando como minimizadoras das carências do corpo. Na televisão também vemos a todo momento a indução para que se consuma vitaminas de todos os tipos. No entanto, será que devemos considerar essa possibilidade como natural? A resposta imediata é não. E aceitar a possibilidade também nos parece certa ausência.
Inicialmente falando da questão “rapidez”, temos o retrato da vida contemporânea. Hoje pouco tempo se tem (ou se quer ter) para que se faça a ingestão de alimentos saudáveis e efetivos, já que a preparação e elaboração destes requer tempo, dedicação e interesse. A geração fast food que o diga. Alimentos enlatados, processados e até modificados tomam conta dos armários das famílias. Não há tempo para se pensar em de que forma conseguir obter um sabor agradável de leguminosas ou cereais, por exemplo, que são alimentos possíveis de nos serem oferecidos ausentes de produtos químicos. Para que haja sabor, faz-se necessário que haja estabilizantes, edulcorantes, conservantes e outros elementos artificiais que potencializam nossa sensibilidade gustativa e nos enchem de prazer. E que tipo de vitaminas temos nos alimentos rápidos? Nenhum. Dessa forma, quem não ingere vitaminas naturalmente, necessita ingeri-las de forma artificial. A preferência por essa prática se faz mais interessante do que a mudança de hábitos.
A ingestão dessas vitaminas “comprimidas” não substitui a absorção de vitaminas naturais, extraídas de legumes, verduras e cereais, por exemplo. Hoje observamos uma inversão do conceito de “natural”. Para a contemporaneidade, natural é alimentar-se de comidas rápidas, modificadas. A preparação de legumes, a busca de vitaminas através deles, em muitas famílias brasileiras é secundária. A proteção efetiva de que o corpo necessita, e que as vitaminas oferecem a ele, é encontrada apenas nos alimentos naturais, na ingestão destes.
Apesar da grande quantidade de notícias e textos incentivando a prática da ingestão de vitaminas artificiais, algumas reportagens nos apresentam algumas opiniões válidas de alguma forma, nos mostrando que a própria alopatia confunde-se em suas indicações. Uma das reportagens encontradas aborda a ingestão de vitamina C em comprimidos, bastante comum como elemento de cura de gripes e resfriados, dizendo que essa prática contínua pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou de derrames cerebrais. Outra nos apresenta uma pesquisa relacionada a pacientes com enxaqueca, dizendo que a ingestão de vitaminas e antioxidantes sintéticos, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, aumenta o risco de mortalidade entre os pacientes que os ingerem. A pesquisa sugere ainda a ingestão de alimentos de qualidade ao invés de vitaminas sintéticas.
Uma das reportagens, assinada por Renato Sabbatini, nos traz algumas informações que podem ser consideradas. Inicialmente, o autor nos aponta uma consideração interessante, dizendo a que a ingestão de vitaminas sintéticas tornou-se “moda” nos últimos tempos, o que permite uma festa às indústrias farmacêuticas, que vendem essas vitaminas a quem quiser comprar. Sabbatini lembra também que qualquer matéria relacionada à boa forma ou exercícios possui indicações de vitaminas sintéticas a serem ingeridas. O autor traz ainda um dado interessante: nos Estados Unidos, 40% da população toma suplementos vitamínicos diariamente. É o sintoma das prioridades contemporâneas. O autor, apesar disso, observa que ainda hoje não há comprovação pela alopatia da eficácia da ingestão de vitaminas comprimidas, principalmente da ingestão contínua delas.
O que podemos perceber é que grandes acúmulos são formados pela prática do consumo dessas vitaminas, causando e preparando o organismo para problemas posteriores. A mudança de hábitos, prática mais simples e de fato natural, poderia melhorar a qualidade de vida e evitar a necessidade desse tipo de ingestão artificial. Mas a vida moderna parece esquecer dos antigos valores, os naturais.
Por Amanda cadore
CHÁS NATIVOS NO CEIVAS
Alguns dos chás nativos e não-nativos encontrados nos campos do CEIVAS:
1. Tiririca: indicada para infecção urinária, inflamação, dispepsia, náuseas, vômitos. É fortificante e vermífuga. (Horchata de Chufa – Espanha).
2. Tiririca do brejo ou hamassuguê: indicada para infecção urinária e inflamações.
3. Picão: indicado especificamente para os problemas do fígado. Fogo brando de 3 a 5 minutos.
4. Macela: indicada para azia, diarréia, dor de cabeça e estômago, desordens menstruais, queda de cabelo. É estimulante da circulação capilar e protetor solar. Deixar em infusão por 5 minutos.
5. Quebra-pedra: indicada para a eliminação de pedras nos rins. É diurética, abre o apetite, analgésica, anti-infecciosa. Ferver por 10 minutos.
6. Nogui: muito bom para a dispepsia infantil, diarréia, falta de apetite, náuseas, vômitos. Ajuda a reconstituir a flora intestinal quando servido quente. Eficaz nos casos de inflamações uterinas e doenças venéreas. Quando servido frio, tem efeito laxativo. Fogo brando por 5 minutos.
7. Artemísia: É indicado nos casos de vermes, anemia, flatulência, nervosismo, problemas do estômago e dos intestinos e perturbações menstruais. Fogo brando por 5 minutos.
8. Folhas de nespereira: indicada no tratamento de doenças de pele e da diabete, no tratamento de bronquite crônica e úlceras, é anti-inflamatória, analgésica e agente expectorante.
9. Folhas de goiabeira: específico para diarréia. Fogo brando de 5 a 7 minutos.
10. Banchá: auxilia a digestão e a queima da gordura corporal por possuir altas concentrações de antioxidantes. É rico em sais minerais. Tem propriedades anti-cariogênicas. Auxilia no combate ao câncer . Por possuir boa dose de Tanino, manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, dentre outras vitaminas e minerais, ele ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. Suas virtudes também são destacadas na prevenção da artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas. Fortalece o sistema imunológico. Fogo brando de 10 a 15 minutos.
Iara Cadore Casett
Alguns dos chás nativos e não-nativos encontrados nos campos do CEIVAS:
1. Tiririca: indicada para infecção urinária, inflamação, dispepsia, náuseas, vômitos. É fortificante e vermífuga. (Horchata de Chufa – Espanha).
2. Tiririca do brejo ou hamassuguê: indicada para infecção urinária e inflamações.
3. Picão: indicado especificamente para os problemas do fígado. Fogo brando de 3 a 5 minutos.
4. Macela: indicada para azia, diarréia, dor de cabeça e estômago, desordens menstruais, queda de cabelo. É estimulante da circulação capilar e protetor solar. Deixar em infusão por 5 minutos.
5. Quebra-pedra: indicada para a eliminação de pedras nos rins. É diurética, abre o apetite, analgésica, anti-infecciosa. Ferver por 10 minutos.
6. Nogui: muito bom para a dispepsia infantil, diarréia, falta de apetite, náuseas, vômitos. Ajuda a reconstituir a flora intestinal quando servido quente. Eficaz nos casos de inflamações uterinas e doenças venéreas. Quando servido frio, tem efeito laxativo. Fogo brando por 5 minutos.
7. Artemísia: É indicado nos casos de vermes, anemia, flatulência, nervosismo, problemas do estômago e dos intestinos e perturbações menstruais. Fogo brando por 5 minutos.
8. Folhas de nespereira: indicada no tratamento de doenças de pele e da diabete, no tratamento de bronquite crônica e úlceras, é anti-inflamatória, analgésica e agente expectorante.
9. Folhas de goiabeira: específico para diarréia. Fogo brando de 5 a 7 minutos.
10. Banchá: auxilia a digestão e a queima da gordura corporal por possuir altas concentrações de antioxidantes. É rico em sais minerais. Tem propriedades anti-cariogênicas. Auxilia no combate ao câncer . Por possuir boa dose de Tanino, manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, dentre outras vitaminas e minerais, ele ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. Suas virtudes também são destacadas na prevenção da artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas. Fortalece o sistema imunológico. Fogo brando de 10 a 15 minutos.
Iara Cadore Casett